E já digo que não ia com a cara dela no começo.
E, como todas as coisas que eu odeio de início, paguei a língua depois que conheci.
Soube da existência dela no saudoso fórum do Atari, mesmo lugar onde eu conheci os melhores amigos da minha vida. Mas eu não gostava dela, achava que aquele clima deprê e aquela competição no fórum de "eu sou mais triste que você" da época tava na moda demais, atrapalhava, e nessa época eu estava mais preocupada se eu gastava meus R$ 5,00 diários em comida pra minha casa ou na condução pra faculdade.
Mais pra frente, a gente se falou de verdade, na casa do Dudu. Ela estava numas de querer fugir pra Porto Alegre, mas precisava de uma irmã mais nova substituta, enquanto a "Iasmane" desbravava a Alemanha, e eu estava carente de amigas mulheres. Então, essa noite foi o suficiente pra gente combinar mil rolês e fazer apenas um, no Manifesto. Rolê esse onde conheci o Alexander alucinógeno e um falso poeta que não me deixava jogar sinuca, mas até aí tudo bem, ninguém estava jogando mesmo.
Depois vieram as conversas intermináveis e os casos super engraçados de laboratório. Achava engraçado a naturalidade com que ela contava dos cocôs que analisava, dos exames de papanicolau que fazia, e rolava de rir.
Foram muitas fases, a de Porto Alegre, a das discotecagens na Killer Cat, a da Funhouse, a Rockabilly, a de querer ser loira, a de andar na Paulista, a de comissária, a hip hop, a de quando ela realmente ficou loira, a do desemprego, a do quarto novo, a fase da Whitney Houston, agora a da faculdade e muitas outras que ainda virão. No começo eu pensava "credo, que menina inconstante, como ela consegue?", mas com o tempo eu aprendi que ser constante demais era o que me enjoava de mim mesma e, mesmo que tu quebre a cara depois que muda algo em ti, já ganhou algo, porque mudou, e isso é bom, segundo a minha amiga metamorfose-ambulante que não se parece nada com o Raul Seixas, ainda bem.
E com os meninos? Dessa parte eu nem vou falar, isso é pra gente só lembrar e rir. Mas rir muito, depois de ter chorado tanto à toa juntas.
Ela me defendeu de um assalto feio na galeria. No mesmo dia, me apresentou o Rodrigón, e devia ganhar o Prêmio Nobel da Amizade só por isso. Ela me ensinou a usar maquiagem, a gostar de cosméticos, a usar camiseta sem parecer tão largada, a ser mais feminina, a ficar horas nessas lojas de shampoo e cremes ou edredons na Zêlo sem ninguém pra apressar ou nos chamar de bregas. Me ensinou também que ter amigo muito mais novo, adolescente, é muito mais divertido do que a gente pensa, é como voltar às vezes ao próprio passado. E me passou o vírus que faz a gente gostar tanto de Porto Alegre.
Ela tem também seu lado chato, cocôzona. Mas esse lado eu não conheço ainda, e quando conhecer, espero que não mude nada do que eu acho dela.
Ela é a irmã mais velha que eu não tive mesmo. E eu adoro um tanto essa figurinha de peruca cinza que gosta de fuçar cadáveres (não, ela não arromba túmulos, faz Biomédicas).
Mel, como diz o título, esse post é pra você.
Estava te devendo de aniversário ainda, não postei nada a seu respeito, que desfalque!
Mas te amo de qualquer forma, bicha!
E, como todas as coisas que eu odeio de início, paguei a língua depois que conheci.
Soube da existência dela no saudoso fórum do Atari, mesmo lugar onde eu conheci os melhores amigos da minha vida. Mas eu não gostava dela, achava que aquele clima deprê e aquela competição no fórum de "eu sou mais triste que você" da época tava na moda demais, atrapalhava, e nessa época eu estava mais preocupada se eu gastava meus R$ 5,00 diários em comida pra minha casa ou na condução pra faculdade.
Mais pra frente, a gente se falou de verdade, na casa do Dudu. Ela estava numas de querer fugir pra Porto Alegre, mas precisava de uma irmã mais nova substituta, enquanto a "Iasmane" desbravava a Alemanha, e eu estava carente de amigas mulheres. Então, essa noite foi o suficiente pra gente combinar mil rolês e fazer apenas um, no Manifesto. Rolê esse onde conheci o Alexander alucinógeno e um falso poeta que não me deixava jogar sinuca, mas até aí tudo bem, ninguém estava jogando mesmo.
Depois vieram as conversas intermináveis e os casos super engraçados de laboratório. Achava engraçado a naturalidade com que ela contava dos cocôs que analisava, dos exames de papanicolau que fazia, e rolava de rir.
Foram muitas fases, a de Porto Alegre, a das discotecagens na Killer Cat, a da Funhouse, a Rockabilly, a de querer ser loira, a de andar na Paulista, a de comissária, a hip hop, a de quando ela realmente ficou loira, a do desemprego, a do quarto novo, a fase da Whitney Houston, agora a da faculdade e muitas outras que ainda virão. No começo eu pensava "credo, que menina inconstante, como ela consegue?", mas com o tempo eu aprendi que ser constante demais era o que me enjoava de mim mesma e, mesmo que tu quebre a cara depois que muda algo em ti, já ganhou algo, porque mudou, e isso é bom, segundo a minha amiga metamorfose-ambulante que não se parece nada com o Raul Seixas, ainda bem.
E com os meninos? Dessa parte eu nem vou falar, isso é pra gente só lembrar e rir. Mas rir muito, depois de ter chorado tanto à toa juntas.
Ela me defendeu de um assalto feio na galeria. No mesmo dia, me apresentou o Rodrigón, e devia ganhar o Prêmio Nobel da Amizade só por isso. Ela me ensinou a usar maquiagem, a gostar de cosméticos, a usar camiseta sem parecer tão largada, a ser mais feminina, a ficar horas nessas lojas de shampoo e cremes ou edredons na Zêlo sem ninguém pra apressar ou nos chamar de bregas. Me ensinou também que ter amigo muito mais novo, adolescente, é muito mais divertido do que a gente pensa, é como voltar às vezes ao próprio passado. E me passou o vírus que faz a gente gostar tanto de Porto Alegre.
Ela tem também seu lado chato, cocôzona. Mas esse lado eu não conheço ainda, e quando conhecer, espero que não mude nada do que eu acho dela.
Ela é a irmã mais velha que eu não tive mesmo. E eu adoro um tanto essa figurinha de peruca cinza que gosta de fuçar cadáveres (não, ela não arromba túmulos, faz Biomédicas).
Mel, como diz o título, esse post é pra você.
Estava te devendo de aniversário ainda, não postei nada a seu respeito, que desfalque!
Mas te amo de qualquer forma, bicha!
