29.3.10

Coisas que só acontecem comigo - A Jaqueta

Fazia tempo, né?
Mas não se empolga, essa foi suave.


Domingo eu e o Rodrigo fomos no Shopping Tatuapé procurar por promoções, já que a grana tá curta mas a gente ainda não quer apelar pra 25 de Março. Vi muita roupa legal mas nenhuma me cativou daquele jeito especial, sabe? Bom, quase. Tinha uma camisa xadrez azul lá que, sinceramente, estou pensando nela até agora. Mas não foi o bastante.

Depois de experimentar umas 50 calças e 2 blusas, resolvemos ir pra outra loja. Não sei se era eu ou as roupas que estavam sem graça. Exceto uma. Uma jaqueta que vimos na direção da saída. Eu não sei se isso foi uma leve inveja da jaqueta do Paulo Henrique, que eu tinha usado um dia antes e achado da hora, mas fui até lá ver. A jaqueta era pesada mas não era grossa, o forro dela era tão bom que quando a gente colocava a touca, ficava até meio surdo, quiá. E tinha um selinho escrito "fabricado no Vietnã". Mesmo que fosse mentira, tu já imagina a minha cara de guerrilheira contente na hora, meus olhos brilhantes e a Sarah Connor que habita a minha consciência falando "Compra, compra!". Vesti e ficou foda. Rodrigo vestiu e ficou boa nele também. Enfim, muito linda, muito quentinha.

Daí que comprei a jaqueta.
Fui pro caixa, paguei e fiquei olhando a mocinha se esmilinguir pra tirar o alarme da touca. Não conseguiu. Pediu pro colega dela ajudar. Daí que o gurizão, na hora de tirar o alarme, se empolgou e provocou um rasguinho, na parte de trás da touca.

Porra mano, minha jaqueta! Vendedor desgranhento!
E essa jaqueta, mano, à prova de balas, à prova de guerra, mas rasga com um alarme de loja?!
Pedi pra trocar, mas não tinha outra jaqueta P, preta, igual.
Eu poderia ter relevado, comprado a jaqueta cinza (que também era linda, mas depois de meia hora falando no ouvido do Rodrigo "a preta ou a cinza, a preta ou a cinza?" e ter escolhido a preta, eu não ia voltar atrás), ou inventado uma história de que ela era realmente do Vietnã e aquilo era um buraco de raspão de bala - idiota, acha que no Vietã só tem guerra, tsc tsc -, mas desembolsar 150 conto num jaco furado é foda.

Acabei cancelando a compra e pegando meu $ de volta. Economizei 150 pratas que, a bem da verdade, não podia gastar. Mas fiquei triste. A jaqueta tinha realmente me cativado.

=(

O Rô comprou umas blusas lindas noutra loja, ficou super feliz e depois fomos pra casa dele.
E eu ainda estou pensando na jaqueta; por quantas batalhas passaríamos, quantos tecos de comida eu deixaria cair nela, quantas aventuras enfrentariamos e em quantas histórias teríamos pra contar no inverno que vem. Snifs.

Bah, eu me desapego... Ou junto uma grana pra ir até a Renner do Vietnã comprar um jaco original e ver se lá só tem guerra mesmo que nem todo mundo fala. Hunf!



24.3.10

Warning


Então... Acontece que eu tô numa fase de nervosismo e não tô muito afim de controlá-lo, porque acho que as coisas têm limites, até o auto-controle.

Ando meio saturada, saca?

Assuntos idiotas e desinteressantes durante o dia, trabalho sem novidades, os tagarelas convencidos de que eu gosto mesmo de escutá-los, falta de tempo pra estudar, a canseira diária das conduções coletivas (se Maomé não vai até a montanha, pede pra Ana que ela vai... a trouxa, né), as vistas grossas pro meu cansaço e vontade de silêncio, maus humores, a falta de espaço em casa, só o meu diário pra dialogar e debater... Ah, chega mano.
Tem limite. E ter que suprimir os meus problemas, as minhas preocupações, raivas, etc, pra manter bem quem está em volta 100% do tempo cansa. Ainda mais quando ninguém repara, ou repara mas deixa quieto né, a Ana é assim mesmo, "estressadinha". É cara, acho que tô começando a me estressar de verdade. Ao ponto de postar um troço ridículo desses na internet, ah... Não sou menina de recados virtuais, mas olha o que eu tô fazendo. E pra quem?

Eu ia continuar esse post mas aí teria que explicar muita coisa, e eu odeio explicar o que eu escrevo (caso alguém ainda não tenha percebido). Acho a descoberta de cada um mais interessante, e não curto quem tem preguiça da própria interpretação.

Mas fica aí o aviso: a Ana também tem limites.

E aos que realmente estão do meu lado, que estão precisando de mim agora, me escutam e tal, sabem que esse aviso não é pra eles. Agora, se a carapuça te serviu eu não posso fazer nada, lê o parágrafo anterior de novo.

TPM? Pode ser. De repente eu esteja precisando mesmo de alguma coisa pra extravazar e ficar mais leve. Chama do que você quiser.




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22.3.10

PGT

"leitura dinamica, vamo lá...

numa segunda-feira sem assunto o Einstein, o Jung e o Freud foram tomar o Daime no julgamento dos Nardoni (que estavam vestindo jeans), nisso tiveram uma visão do Sonic com caxumba, ouvindo rockabye baby em homenagem à menina Isabella, mas nisso apareceu o thom yorke (de ray-ban) entrou no ICQ e caguetou todo mundo pro cara da Veja, que fez uma capa chamando todo mundo de nóia!"

by Dehco, no email do dia


PGT: Há mais 5 anos, divertindo e informando a todos os envolvidos (porque não é pra qualquer um, claro).






18.3.10

Rodrigo quotes

Na Paulista

"- Quer atravessar aqui?
- Quer atravessar aqui?
- Hauhaua, êr.
- Êr... vc tá grávida.
- Que?
- Num é?
Quando 2 mulheres falam a mesma coisa ao mesmo tempo, é porque uma delas tá grávida?
- QUIÁ QUIÁ QUIÁ, não. Mas amore, vc não é mulher.
- Ah, Ana... Eu não manjo desses negócios de superstições, essas brincadeiras de mulher..."



***


No email

"- Eu sei que sou chatinho. AZAR É SEU!!! Huhahahaha

(...)

- AH, amore, deixa eu te perguntar uma coisa: da última vez que dormi na sua casa, em uma das noites vc me acordou, não foi? Era pq eu estava roncando ou tendo pesadelo? Eu só lembro que acordei mto assustada, daí acabei esquecendo de te perguntar, rs. Se foi ronco, me desculpa.

- Sim, amore, vc tava choramingando, sofrendo com algo, por isso te acordei.
E te dei porrada!Huahahahahaha"




Foda é que eu nem acho azar.
Acho que tenho o melhor namorado do mundo (menos a parte de apanhar né, rs).


(L)³²³





Irmaos Brain