26.6.09

Coisas que só acontecem comigo - no SBT


A conversa surgiu porque meus amigos ficaram apreensivos com a morte do Michael Jackson e agora querem ir ao Programa do Silvio Santos antes que ele morra também. O que tem a ver? Eu não sei, precaução talvez,.
Mas lembrei das minhas experiências anteriores no SBT e perdi um pouco a vontade de ir:



PROGRAMA LIVRE VOLTA...

Na época que eu fui (1997) era uma questão de status ir ao Programa Livre, porque era muito cool! E a escola onde eu estudava conseguiu agendar um dia pra gente ir. Mesmo sem saber da programação do dia, a galera estava muito contente, era muita euforia.
Pra quem não lembra, o Programa Livre passava no SBT à tarde e era apresentado pelo Serginho Groissman. Tinha sempre uma ou duas entrevistas legais e a apresentação de uma banda do momento. Super cool, até o Bon Jovi foi lá uma vez (foda-se né, mas na época era legal).
Quando chegamos lá, soubemos que a banda que iria era o Exaltassamba (nessas horas eu preferia o Bon Jovi, veja depois porque) e a entrevista era com umas crianças metidas que faziam propaganda que eu nem lembro mais quem são. O pessoal da minha escola era 97% composto por roqueiros, mas eu e a minha turma não ligamos muito, o que importava era estar no Programa Livre!
Geralmente colocavam as meninas mais bonitas pra sentar atrás da banda, e na frente do telão, e quem sentava ali aparecia na TV praticamente o programa inteiro. Como tinha pouca menina no dia, acabei indo pra lá também; nessa hora nem a minha falta de beleza ajudou.
Enfim, tudo muito legal, até o primeiro comercial, que foi quando os caras da banda começaram a distribuir autógrafos e abraços pra garotada. Eu não queria nenhum dos dois, mas quem perguntou? E outra, o que custa dar um abraço no cara, mesmo odiando as músicas dele?
Custou minha reputação.
Bem na hora que o Chrigor veio me abraçar, o Programa Livre voltou já e meu bairro todo (é, eu tinha avisado ao mundo que eu ia no SBT) me viu abraçada ao pagodeiro do Capeta. Quando saí do abraço e vi o contra-regra mandando a gente sentar porque o Programa tinha voltado ao ar, não me liguei no que estava acontecendo do outro lado da telinha, e da zoação que eu teria de aguentar por alguns meses. Depois soube que a mãe de um coleguinha de classe tinha gravado o programa, então pude ver com meus próprios olhos, que vergonha! Lá naquela época eu já era roqueirinha né?!


PASSA, REPASSA OU PAGA?!

Desse programa eu tenho saudade, mas quando era com o Gugu e as escolas se degladiavam no Torta na Cara e tinham 1 minuto pra fazer a prova final. Mas quando eu fui (1998), não era mais assim, quem apresentava era o Celso Portiolli e, em vez de escolas, eram "famosos" que participavam, por exemplo a Pepê e Neném, uma galera que pousou nu que eu não lembro e a segunda tentativa frustrada da banda Dominó. Eu fiquei na torcida deles, mas quero deixar claro que eu não tive escolha, de novo, rs.
Bom, tudo muito legal, todo mundo achando o Celso Portiolli gatchinho (mas as pernas dele são estranhas, compridas demais), a gente experimentou aquela torta e, confesso que uma parte pequena do meu coração trincou em saber que a torta não era docinha, nem de chantili, tinha gosto de clara de neve. O Dominó ganhou, a torcida deles invadiu o palco pra comemorar, acabou o programa, pegamos autógrafos, tiramos fotos e fomos devolver aquela roupinha colorida de torcida no camarim.
Enquanto estávamos na fila do camarim, o Marquito (aquele ajudante de palco do Ratinho, cabeludo. Não lembra? Google it) passou pela gente, e uma doida do meu lado falou "Haaa Marquito, eu amo você!". Aí foi a hora: Passa, repassa ou paga?
Eu paguei, e novamente, com a reputação.
O Marquito se virou, agarrou a minha cabeça, disse "Eu também amo você!" e me deu um beijo melado no rosto! Ele se foi, a menina do lado ficou braba e resmungando "mas fui eu que chamei, fui eeeu!" e eu fiquei com cara de pirulito lambido, limpando a bochecha. O foda foi ter que aguentar a zoação e ouvir que "A Ana ficou com o Marquitooo" por mais alguns meses.


BEIJO DO GORDO!

Tô começando a achar que a minha falta de sorte era causada pelo nome da escola. Mas tudo bem, dessa vez eu já estava no último ano do colegial (1999) e os passeios ao SBT estavam melhorando, dessa vez a minha classe iria ao Jô Soares Onze e Meia... da manhã, no nosso caso, que foi quando as gravações começaram.
Nesse dia todo mundo estava chique, e demoramos lá, porque iríamos gravar 3 programas seguidos, UAU! Eu não lembro de todas as atrações, só lembro que a primeira delas era o Ziraldo. Eu adoro o Ziraldo, logo, estava sorridente feito um cavalo, muito feliz!
Mas... Antes das gravações começarem, a mula aqui ficou com vontade de ir ao banheiro, e saiu do estúdio rapidinho! Quando eu voltei, a gravação tinha começado e eu não pude entrar no estúdio. Cuéim! Fiquei do outro lado da porta, ouvindo as risadas e roendo a unha do lado de fora, o segurança olhando torto pra mim.
A parte legal é que qdo acabou a entrevista do Ziraldo, ele saiu do estúdio e eu estava por ali, e só eu o vi de pertinho, hahahaaa! Ele me deu um oizinho rápido, me deu um autógrafo e se foi, quiá quiá quiá!!!
A parte ruim é que a minha máquina fotográfica tinha ficado dentro do estúdio, com um amigo, e eu tive que esperar a primeira gravação acabar pra entrar, e nisso o Ziraldo já devia estar bem longe. Sem contar que ninguém acreditou em mim quando eu contei a história, porque eu tinha guardado o autógrafo no bolso do meu casaco e, quando fui mostrar, cadê o casaco? Foda, era da Adidas, chuifs.


Aí agora, 10 anos depois, meus amigos querem voltar ao SBT e não vão entender a minha falta de empolgação.




Irmaos Brain