... Não se trata do que ou de quem teve culpa pra chegarmos onde estamos agora. E tampouco me interessa onde cada um quer chegar, ou se quer chegar. Peço-te desculpas pelas coisas que te ofereci, pelo que prometi ter sido pra ti, acabei não sendo nada nem pra mim.
Lembra daquela casa que a gente planejou, de paredes brancas e almofadas vermelhas? Pensei nela hoje. Meu primo disse que em Rondônia tem uma caixa d'água daquelas dos Animaniacs, então eu projetei ali um lugar ideal pra fazer essa casa. Mas não pensei em ti lá dentro quando fiz as chaves.
Antes eu me preocupava tanto, com tanta coisa. Me preocupava em acelerar o tempo pra acabar o dia logo e poder te ver, em que desculpa eu arrumaria pra te ligar, só pra ouvir tua voz, olhava os emails a cada cinco minutos pra ver se chegavam novidades tuas. Me preocupava até em tentar mudar a direção do vento quando tu reclamava que teu cabelo estava bagunçado.
Não quero mais isso.
Não quero mais ler pensamentos, medir palavras ou atos, dar vazão a sentimentos, etc.
Não quero assumir toda essa coisa que soa piegas pra qualquer um que pega o bonde andando por aqui. Talvez agora eu queira só que o vento bata gelado no meu nariz. Hoje eu fechei os olhos querendo abrir sendo outra pessoa. Quando abri, a grama ainda estava lá. A garoa, o vento, tudo. Só quero ser mais um que escora na ponte em um fim de tarde qualquer e planeja nada além do que amanhã.... E só.
Não me convém mais preocupar com certos sentimentos. Ou o certo seria dizer não preocupar em demonstrar?
Não sei. Não me convém mais.
Não quero mais arrastar nada.
Lembra daquela casa que a gente planejou, de paredes brancas e almofadas vermelhas? Pensei nela hoje. Meu primo disse que em Rondônia tem uma caixa d'água daquelas dos Animaniacs, então eu projetei ali um lugar ideal pra fazer essa casa. Mas não pensei em ti lá dentro quando fiz as chaves.
Antes eu me preocupava tanto, com tanta coisa. Me preocupava em acelerar o tempo pra acabar o dia logo e poder te ver, em que desculpa eu arrumaria pra te ligar, só pra ouvir tua voz, olhava os emails a cada cinco minutos pra ver se chegavam novidades tuas. Me preocupava até em tentar mudar a direção do vento quando tu reclamava que teu cabelo estava bagunçado.
Não quero mais isso.
Não quero mais ler pensamentos, medir palavras ou atos, dar vazão a sentimentos, etc.
Não quero assumir toda essa coisa que soa piegas pra qualquer um que pega o bonde andando por aqui. Talvez agora eu queira só que o vento bata gelado no meu nariz. Hoje eu fechei os olhos querendo abrir sendo outra pessoa. Quando abri, a grama ainda estava lá. A garoa, o vento, tudo. Só quero ser mais um que escora na ponte em um fim de tarde qualquer e planeja nada além do que amanhã.... E só.
Não me convém mais preocupar com certos sentimentos. Ou o certo seria dizer não preocupar em demonstrar?
Não sei. Não me convém mais.
Não quero mais arrastar nada.
[... I can hear you singing my funny valentine
Oh you know that it breaks my heart...]
Oh you know that it breaks my heart...]
