Era uma manhã fria
A chuva já caía
E o dia ainda dormia
Mais ujma vez eu saía de casa
Com o mesmo olhar tristonho
Sem nenhum dinheiro no bolso
E nem vontade no coração.
Pelas ruas vago...
Os prédios tortos costumavam
Me fazer companhia
Ouviam minhas poesias
Mas agora suas janelas têm grades.
Eu continuo vagando
Com o destino, insatisfeito
Saudades de um amor distante
E o barulho dos meus pés no asfalto.
2.8.08
1.8.08
Ressaca
De ressaca dos maus tempos
Ele ainda se equilibra
Tantas noites sem dormir
Esquentaram alguma esperança
Que agora se desfazia em reflexos
Na janela da sala
Se fosse um prédio, se jogaria (teria coragem?)
Mas sua casa era térrea
Restou-lhe, então,
Olhar a chuva pelo vidro
Ele ainda se equilibra
Tantas noites sem dormir
Esquentaram alguma esperança
Que agora se desfazia em reflexos
Na janela da sala
Se fosse um prédio, se jogaria (teria coragem?)
Mas sua casa era térrea
Restou-lhe, então,
Olhar a chuva pelo vidro
"... A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar..."
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar..."
19.5.08
Rabisquinho II
"Vi você na rua:
fui à Lua!
De emoção? Não,
Nem de tesão.
Me senti leve como o vento
nenhum sentimento.
Foi-se embora o amor,
Que pena.
Mas eu
adorei a cena!"
de Gladis Lacerda
fui à Lua!
De emoção? Não,
Nem de tesão.
Me senti leve como o vento
nenhum sentimento.
Foi-se embora o amor,
Que pena.
Mas eu
adorei a cena!"
de Gladis Lacerda
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