4.8.08
Poema do Chico
"Se mesmo assim
Frente ao instante final
Frente à certeza do fim que tudo afoga
Eu, ainda calado
Ainda um vestígio de dignidade
Puder amar?
Haverá o que prometer?
Haverá contratos a assinar?
Haverá porque assiná-los, afinal?
Meu bem
Ignoro o esplendor da infinidade
Ignoro toda medida que não é segundo
Ignoro tudo que não um agora de amor que nunca mais"
[06.NOV.2006, se não me engano]
3.8.08
2.8.08
Blues das 6
Era uma manhã fria
A chuva já caía
E o dia ainda dormia
Mais ujma vez eu saía de casa
Com o mesmo olhar tristonho
Sem nenhum dinheiro no bolso
E nem vontade no coração.
Pelas ruas vago...
Os prédios tortos costumavam
Me fazer companhia
Ouviam minhas poesias
Mas agora suas janelas têm grades.
Eu continuo vagando
Com o destino, insatisfeito
Saudades de um amor distante
E o barulho dos meus pés no asfalto.
A chuva já caía
E o dia ainda dormia
Mais ujma vez eu saía de casa
Com o mesmo olhar tristonho
Sem nenhum dinheiro no bolso
E nem vontade no coração.
Pelas ruas vago...
Os prédios tortos costumavam
Me fazer companhia
Ouviam minhas poesias
Mas agora suas janelas têm grades.
Eu continuo vagando
Com o destino, insatisfeito
Saudades de um amor distante
E o barulho dos meus pés no asfalto.
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