Estes ponteiros fazem lembrar as minhas agulhas de tricô.
Dos projetos parados que vêm embolando sobre elas durante anos. Dos fios parados que poderiam estar saindo comigo e me esquentando, me adornando, a uma hora dessas. Mas que eu prefiro deixar paradas, me olhando em cima da mesinha do quarto, enquanto fico na internet.
Embaixo da mesinha coloquei todo o material da faculdade e dos cursos técnicos que fiz na vida. Coloquei também alguns cadernos. Tracei um plano de digitalizar todas as minhas matérias para ajudar os novos profissionais da área com minhas anotações e meus desenhos aleatórios e divertidos nas apostilas, e também para ficar livre da papelada que acumulei durante anos de escola. Afinal de contas, havia comprado um guarda-roupa novo.
Quando o meu primeiro guarda-roupa só meu chegou, ainda era criança, e a primeira coisa que guardei nele foram os meus cadernos. Depois as roupas, e 2 anos mais tarde a minha caixinha de tricô. Eu devia ter uns 8 anos e escrevia, desenhava, fazia tricô, quando estava enjoada de brincar.
Naquela época o tempo não passava nunca.
8 minutos para o texto todo.
7 minutos para o título - sim, sou ruim.
Tema proposto pelo Gambiarra Literária. Uma boa atividade pra quem anda enferrujado das escritas.

Ah, as coisas q a gente guarda... Meu guarda-roupa tem memória. Queria q ele fosse do jeito q era antes da reforma do nosso apartamento. Tinha escritos de pessoas q haviam vivido ali antes. E olha q eu moro num prédio q tem mais de 40 anos. Então tinha mta coisa... Me deu ideia pra escrever um texto mt legal! :D
ResponderExcluirCara, que texto gostoso, sincero, lindo! Já escrevi sobre o passar do tempo, sobre os projetos nunca terminados, pois são coisas q me assobram tb...
ResponderExcluirAdorei a contabilidade no final. E valeu pela assiduidade no Blog dos 30.
Beijo